Era um bar qualquer e eu sentado no balcão tomando uísque sem gelo e fumando um cigarro. Ela chega e pergunta: “Você tem fogo?”. Olho para ela, com o cigarro na mão e com um sorriso de canto de boca e respondo, “É claro”. Tiro o isqueiro do bolso e o levo até o cigarro que está na boca dela. Ela acende, dá uma tragada longa, olha para mim e pergunta: “Você não é aquele escritor do Por que é proibido pisar na grama!?”. Esse era meu terceiro romance, o mais famoso e o que me deu mais, mas não quer dizer muito, dinheiro, o que fez eu trepar mais durante a semana, graças a ele meu Corolla cheira à boceta e hoje sou um solitário desgraçado em algumas partes do dia e um bêbado em outras. Mas foi o caminho que escolhi. “É, eu que escrevi essa merda”, respondi.